
Um cálido amPlExo em vers libre
Sob a nuvem de eminências que paira sobre nós
Há, já, uma tempestade de sedentos anseios no olhar
Transbordando nas pupilas que se dilatam quando postas naquelas outras...
E o coração, um paiol de desejos inflamáveis
Temendo...Hesitando...Ansiando a centelha fatal que vem lenta e enamorada da própria missão e conseqüência
A estrela do amor em supernova...
Dois corpos em harmoniosa rota de colisão
Que, audaciosos agora, vão contradizer as leis do universo
Um único lugar em tempo e espaço no cosmos
Envoltos numa nebulosa de afagos flamejantes..
A hora em que o silêncio é a melhor trilha sonora..
Aos ouvidos do entendimento...
A brasa voraz no peito...Queimando...Queimando...
O batismo de fogo desse enlace astral num amPlExo de redenção...
Um colapso no cronus...Um desmaio de paz...Um segundo apenas...Mas, de volta à superfície, primavera no escuro da alma
Talvez amanhã...Ou nunca...
Talvez amanhã e nunca mais divididos...
Um sentimento que, de tão intenso e verdadeiro,
Imuniza contra a dor da perda
Transformando a aceitação da falta
Em uma genuína prova de amor
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