segunda-feira, 10 de janeiro de 2011


Um cálido amPlExo em vers libre




Sob a nuvem de eminências que paira sobre nós

Há, já, uma tempestade de sedentos anseios no olhar

Transbordando nas pupilas que se dilatam quando postas naquelas outras...

E o coração, um paiol de desejos inflamáveis

Temendo...Hesitando...Ansiando a centelha fatal que vem lenta e enamorada da própria missão e conseqüência

A estrela do amor em supernova...

Dois corpos em harmoniosa rota de colisão

Que, audaciosos agora, vão contradizer as leis do universo

Um único lugar em tempo e espaço no cosmos

Envoltos numa nebulosa de afagos flamejantes..

A hora em que o silêncio é a melhor trilha sonora..

Aos ouvidos do entendimento...

A brasa voraz no peito...Queimando...Queimando...

O batismo de fogo desse enlace astral num amPlExo de redenção...

Um colapso no cronus...Um desmaio de paz...Um segundo apenas...Mas, de volta à superfície, primavera no escuro da alma

Talvez amanhã...Ou nunca...

Talvez amanhã e nunca mais divididos...

Um sentimento que, de tão intenso e verdadeiro,

Imuniza contra a dor da perda

Transformando a aceitação da falta

Em uma genuína prova de amor



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